Devaneios tolos
wondervibe ©
É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.
O Teorema Katherine.  (via entroase)
Encontrar o amor é muito mais difícil do que eu pensava. Encontrar o amor leva um tempo e você acha que esse tempo nunca vai chegar, mas quando chega você não reconhece. Acha que não é amor. Digo isso porque foi exatamente o que aconteceu. Eu pensei que não ia gostar tanto de você. Pensei, em qualquer devaneio bobo que talvez um dia poderíamos ficar mais do que apenas em finais de semana. Mas eu nunca achei que isso realmente iria acontecer. E é esquisito. Já fazem alguns meses e eu ainda penso: “será?”. A resposta eu nunca vou ter. Mas eu vou vivendo. O problema de viver é que eu to cada dia mais apegada. Parece que “É ELE!” A pessoa que eu sempre quis encontrar. E agora tudo que eu achava que era frescura, faz sentido pra mim. Sim, meus caros… realmente fodeu. Fodeu tudo por aqui, no melhor e no pior sentido dessa palavra. Eu mais que gostei. As vezes me dá uma pontinha de raiva de você. Eu não acredito que você me bagunçou por completa! Eu faço drama, choro, faço aquela “vozinha fina” pra tentar te convencer. Eu não consigo ficar sem você. E mesmo quando eu quero jogar tudo pro alto, voltar a ser aquela Anne “tudo ou nada” eu não consigo. Eu tenho medo que por qualquer deslize ou bobeira eu acabe perdendo o amor da minha vida. Parece bobagem, mas já é assim que eu te chamo. O amor que eu escolhi pra vida! Estar com você me faz ter a certeza que a vida vale a pena. Mesmo com a fome no mundo, o Temer como presidente, com todas as catástrofes mundiais, eu olho pra você e parece que mais nada importa. Sinto vergonha em estar me sentindo assim, mas já era. Sinto. Sinto MUITO. O que eu mais sei é sentir. Saudade, amor, carinho… do seu beijo, abraço, cheiro, afago. Do seu “vem aqui, deita comigo.” E mesmo com todos os nossos defeitos eu só sei agradecer por estarmos juntos. Só sei pedir mais e mais pra nós ficarmos cada dia mais juntos. Juntinhos. Eu te amo. Não sei qual outra frase é maior que essa. Eu só sei que eu não quero que isso tenha fim, mas se tiver, eu sigo em frente. É que a vida parece tão sem graça sem você. Você é singular. Eu sempre amei singularidades.
Anne Karoline.
Hoje eu descobri o mundo. O mundo que gira fora do meu próprio umbigo. Descobri que você pode chorar muito, ninguém vai ligar. Você vai brigar com o seu namorado, vai brigar com a sua mãe. Não tem pra quem recorrer. Essa é a SUA dor. Eu queria aprender a lidar com ela, controlá-la. Simplesmente não consigo. E você chora mais ainda e dessa vez não é escutando Caetano ou Cazuza. Dessa vez é ao som do silêncio ensurdecedor, melancólico. Eu perdi a fome, meu Deus! Eu nunca perco. Eu deixei de sorrir para estranhos, falar bom dia, agradecer a vida. Eu nunca deixava. O amor é assim, te deixa louco. Dói intensamente, depois passa. Passava. Não está passando. Mas não tenho socorro a caminho.
Então fui lá pra cozinha, mastigando intensamente aquilo que não se dá para engolir. As lágrimas presas, minhas inimigas mais maldosas. Eu quero SAIR! Eu quero lutar, mas não com esta farda. Carregando um peso difícil de se carregar. Minha mente e meu coração, travam uma batalha ameaçadoramente perigosa dentro de mim. Uma hora desmorona, acaba.
Percebo que a vida inteira fiz errado. Tentando substituir tudo que não estava bom. 20 anos depois descubro que algumas coisas são vitalícias, quase como cláusulas pétreas. Alguém por favor me ajuda! Os monstros que me assombram são perversos. Eu que sempre fui a melhor estrategista da batalha, morri em campo. Meu adversário era um velho conhecido, o meu próprio eu. Difícil de se derrotar.
Esse imenso cenário de dementes na plateia, chegam a me atordoar. Eu estou morrendo, me deixem em paz! Não há nada que se possa fazer.
Hoje eu descobri o mundo, aquele que não gira em torno de mim. Através dele eu descobri, que todo o resto é muito mais cruel, porém nada podia ser pior do que não saber mais o que fazer. Então fecho os olhos.

Quase vinte

deprimentes:

Eu não sei exatamente quando começou esse lance de questionar a minha existência, mas é duro chegar aos dezenove e ainda não ter descoberto razão, motivo, porquê ou por quem estou aqui. Tenho quase vinte anos, e se eu descobrisse agora que vou morrer daqui algumas horas, eu morreria sendo o pior ser humano que eu poderia ter sido. Eu não fiz um por cento de tudo que eu já quis um dia, e nem fui feliz o quanto eu esperava. A maior parte desse tempo, eu passei trancada no meu quarto, com a intenção de guardar a minha alma em algumas páginas. Transformar cada fragmento dela em um bocado de palavras, mesmo que sem sentido algum. Porque eu não conheço minhas vontades e sei apenas o que é certo quando o errado já foi feito. Eu não sei o tempo que leva para cada coisa estar completamente na minha vida, e eu não sei o tempo que cada pessoa leva para sair. E eu sofro durante esses processos. Eu sofro por cada movimento que eu desconheça. Eu sofro por querer saber o motivo da ida, do adeus, e até da volta - que não dura muito tempo. E nunca saber.
Desde muito cedo questiono tudo, e desde muito cedo, sou incompreendida. 
Minha professora de literatura uma vez não soube responder uma das minhas perguntas, e eu fiquei intrigada. Se nem ela - que estava ali na minha frente com todas as respostas - soube me responder, quem mais saberia? E eu também vivo me questionando. A minha avó acredita em Deus mas nunca soube me explicar a existência dele. Eu também acredito, e não sei explicar a minha. Meus pais não parecem ter me planejado um dia, estão sempre ocupados, preocupados, ausentes. Eles também não saberiam explicar. Ninguém saberia, na verdade. E eu odeio o fato de estar aqui por algum motivo, e com dezenove anos ainda não ter descoberto. 
Parece que sou incompatível com tudo que tenha vida, apenas existo, e a qualquer momento vou ser levada para algum lugar no céu. Algum lugar para onde as pessoas que nunca fizeram o mal, vão. Um lugar para onde as pessoas que nunca souberam fazer o bem para si mesmas, vão. Junto com tantos outros incompreendidos, incompatíveis, e que não souberam para que viveram um dia. Com tantos outros escritores de quinta que souberam apenas olhar para o próprio umbigo e questionarem suas próprias dores. Tantos outros sozinhos.
Mas eu tenho medo de ir, eu também não saberei o que fazer lá. Não saberei como encontrar os meus pais do outro lado, e não sei se ainda saberei escrever. 
O meu problema está em questionar demais. 
Eu tenho quase vinte e já tenho medo de morrer. 
Medo de morrer por mais vinte anos.

(Letícia Silva)

502
Me conheço bem, se não estivesse gostando de você, ia tá procurando alguém pra gostar.
Soulstripper.  (via desenhe)

alxbngala:

Stare into the eyes… of the CATS! [ Big Cat Week :30 Launch ]